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Novidades sobre o Óleo de Coco!



Popularizado de há uns anos para cá, o óleo de coco é uma gordura que ficou conhecida pela sua versatilidade e sabor característico, que dá um toque especial às receitas.


É recomendado em vários tipo de padrão alimentar, inclusive por alguns colegas nutricionistas, devido aos seus potencias benefícios.


E quais são as novidades?


Bem, vamos começar pelo início.


Não foi só pelo sabor que este alimento ficou conhecido.


Em junho de 2015, uma revisão da Cochrane (uma rede global de investigadores) descobriu que, de certa forma, as gorduras saturadas podem ser menos prejudiciais para a saúde do que se acreditava anteriormente. Isso não sugere, no entanto, que as gorduras saturadas sejam saudáveis, mas a acabou por abrir portas à popularização de alimentos como o óleo de coco.


O óleo de coco apresenta um perfil de gorduras de fácil digestão, quando extraído a frio e sem passar por processos de hidrogenação ou aquecimento. Sendo gorduras de fácil digestão, são mais facilmente utilizadas para produção de energia, o que resulta num menor grau de armazenamento em tecido adiposo, ou seja, menos acumulação de gordura.

No entanto, a maior parte destas gorduras são gorduras saturadas, que são responsáveis por prejudicar o sistema cardiovascular, aumentando o risco de ter colesterol, AVC ou enfartes, por se acumular nas artérias.


Então afinal em que ficamos? As novidades partem desta controvérsia.


Bom, em junho de 2017, a American Heart Association (AHA) emitiu um novo conselho contra o uso de gorduras saturadas, incluindo óleo de coco, após examinar as descobertas de mais de 100 estudos científicos recentes, ou seja, os potenciais benefícios para o consumo de gorduras saturadas não compensam os seu malefícios, já referidos anteriormente.


A partir daí começou um novo olhar para o óleo de coco.


O que é que isto quer dizer na prática?


A maioria dos ensaios clínicos randomizados mostra que a ingestão de óleo de coco ou sua suplementação aumenta o "mau" colesterol (LDL-C), baixa o "bom" colesterol (HDL-C) e aumenta o colesterol total quando comparado com outros óleos vegetais. Apesar de alguns estudos demonstrarem um aumento no HDL-C, a maior parte dos estudos a longo prazo mostra que não.


Além disso, a ingestão de óleo de coco falhou como estratégia de perda de peso e não deve ser considerada como uma estratégia de suplementação para aumentar a saciedade e/ou termogénese (como quem diz, queima de gorduras e aumento de metabolismo).


Ainda assim, está longe de ser um alimento da lista dos "vilões" da alimentação. Se quiser continuar a consumir o óleo de coco, temos que ter em atenção três coisas:

- A sua forma de produção;

- A quantidade utilizada;

- A temperatura de confeção.


Um abraço,

Rita C. Garcia

Nutricionista 2862N

 
 
 

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