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A distribuição das calorias facilita a perda de peso?



Distribuição de calorias é, basicamente, fazer várias refeições ao longo do dia, distribuídas de forma a potenciar o emagrecimento ou a manutenção de um peso saudável.


Porque é que nós, nutricionistas, insistimos tanto com a distribuição de calorias de forma programada?


O que comemos ao longo do dia não é apenas matemática: é uma ciência! Isto porque não contam apenas os números (calorias) dos alimentos, mas o tipo de nutrientes que contêm. Por exemplo, comer 1 pão ao pequeno-almoço não é o mesmo que comer 1 pão ao final do dia: as calorias são as mesmas, mas a forma como o nosso organismo digere e consome é bastante diferente.


Já diz o ditado antigo: "pequeno-almoço de rei, almoço de príncipe e jantar de pobre" e estou totalmente de acordo!


Passando a redundância, o nosso dia começa de manhã: não nos podemos esquecer que por detrás deste ser racional que somos, existe uma genética de milhares de anos que nos torna animais diurnos, o que quer dizer que "de manhã é que se começa o dia" e com um bom pequeno-almoço!

Se saltarmos o pequeno-almoço ou se nos alimentamos mal nessa refeição, está provado cientificamente que perdemos o controlo alimentar ao longo do dia, especialmente ao final da tarde.


Se és daquelas pessoas que acorda sem fome, algo de errado se passa! É o primeiro indicador de falta de saúde alimentar e de que a tua distribuição alimentar ao longo do dia não está bem feita!


Depois disso, nem sempre é necessário comer de 2 em 2 horas (cada caso é um caso), mas as refeições intermédias são fundamentais para que o corpo esteja sempre a trabalhar (e a queimar gordura) e para que tenhas o apetite controlado na refeição seguinte. Se fizermos o número de refeições certas, de forma consistente todos os dias e com os alimentos adequados, a gordura começa a descer progressivamente.


O nosso "almoço de príncipe" deve ser uma refeição energética, mas se o objetivo é emagrecer, a sua composição deve ser maioritariamente hortícolas (2/3 do prato) e proteína (1/3 do prato).


À noite, pelo facto do metabolismo reduzir o ritmo e usarmos menos energia (porque nos vamos preparar para dormir), esta deve ser a refeição mais leve de todas. Mais leve em quantidade e no tipo de nutrientes que consumimos: as gorduras devem ser limitadas ao máximo, pois são de difícil digestão e têm tendência a acumular-se (porque não as vamos gastar), assim como os carbohidratos, já que também não fazem falta a esta hora do dia para nenhuma função no organismo e também estes vão ter tendência a acumular-se.


Resumindo:

Devemos distribuir as nossas refeições ao longo do dia, começando com um pequeno-almoço, não esquecendo os lanches intermédios, um almoço nutritivo e um jantar leve para que possas dormir bem e acordar com a energia ao máximo!


Um abraço,

Rita C. Garcia

Nutricionista 2862N


 
 
 

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